Pesquisa diz que A região do Alto da Julio é uma área empresarial com alto potencial para investimentos e novos negócios

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A constatação faz parte de um estudo inédito, encomendado pelo Sebrae e Fecomércio para ajudar empresários e representantes de instituições locais a traçarem uma estratégia de desenvolvimento, de atração do consumo e de aumento da competitividade dos negócios instalados na região.
Para se chegar às sugestões, sobre como empresários e instituições podem juntos promover a valorização do Alto da Julio e entorno, o estudo levou em conta aspectos relacionados ao comportamento da população, como hábitos de consumo; perfil do que se compra e do que se vende na região; forças para atração de novos investimentos; áreas com potencial para negócios, dentre outros. O estudo analisou o Alto da Julio e entorno sob diversos aspectos e traçou um plano de negócios da região.

 pesquisa anima

Sobre a vocação e potencial empresarial, o estudo recomenda, por exemplo, melhorias na distribuição dos negócios instalados ao longo da região; não competição direta com o centro tradicional; especialização em algum tema para virar referência; e a criação de uma cadeia de valor autossustentável. As sugestões têm como objetivo neutralizar, em médio e longo prazo, questões como uma estrutura limitada de comércio e serviços e a existência de terrenos vagos e salas vazias, que, numa ação coordenada com imobiliárias, por exemplo, estimularia a ocupação.
As informações apuradas servirão de insumo para a definição de outras estratégias, para estimular o fluxo de pessoas e o consumo, além de conectar negócios, que em muitos casos atuam de forma isolada.
A análise dos hábitos de consumo da região revelou que 40% das compras no Alto da Julio são feitas por consumidores do centro tradicional. O restante é distribuído entre consumidores de bairros e município vizinho. O estudo alerta ainda que não predomina na região compras em família, ou seja, 90% das pessoas frequentam os estabelecimentos sozinhas, o que de certa forma limita o consumo, que em grupo seria maior. “As compras estão concentradas em produtos básicos como roupas e calçados e poderiam ser estendidas para outros nichos correlatos. A riqueza de dados ajudará os empresários, futuros empresários e investidores a pensar em outras alternativas de negócios.”
O estudo aponta também um dado importante. Apesar do baixo fluxo de pessoas na região, sua frequência é boa: 40% vão ao centro todos os dias, 40% uma vez por semana, 10% duas vezes por semana; e outros 10% uma vez por mês. Os consumidores de modo geral estão satisfeitos com a variedade, atendimento e preço e tendem a ficar mais insatisfeitos com itens como localização, qualidade e estacionamento, de acordo com o levantamento.
Dentre os produtos e serviços que sentem faltam na região – oportunidades de negócios citadas pelos próprios consumidores – estão as demandas por lan house, shopping, restaurantes, supermercados e bancos.
shutterstock_173977910Para promover a especialização nos serviços e uma melhor experiência de consumo, o estudo propõe aos empresários e instituições trabalhar em três frentes: incremento de fluxos na região, atraindo consumidores da cidade e da região; diferenciação e especialização, criando clusters especializados e apostando em atendimento e serviços; e atração de investimentos de empresas locais, estaduais e nacionais.
 A região foi dividida em três ondas de possibilidade de investimentos,   ou seja alternativas para empresários e investidores apostarem. A primeira potencialidade verificada engloba o trecho do Alto da Julio mais próximo ao Calçadão, em frente à Concatedral Nossa Senhora da Glória, que, se trabalhado, poderia reunir opções de entretenimento, gastronomia e lazer. A segunda potencialidade, próxima à Unimed de Francisco Beltrão, poderia se tornar um cluster médico, já que concentra nas proximidades farmácias, consultórios, laboratórios e a Policlínica São Vicente de Paula. E a terceira zona, que conta com estabelecimentos de ensino como o Curso e Colégio Alliança, Universidade Paranaense (Unipar) e o Centro Sulamericano de Ensino Superior (Cesul), e concentra muitos jovens, seria uma área com vocação para educação e tecnologia.

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