Demissões: como minimizar perdas inevitáveis em tempos de crise

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É na hora de cortar custos que a folha de pagamento vai para a alça de mira de muitas empresas. No varejo de alimentos 28% dos gestores dispensaram funcionários e o mesmo ocorreu com 20% das empresas do setor vestuário, conforme pesquisa do SEBRAE.

Se enxugar a folha é uma forma rápida de reduzir despesas, nem sempre isso é feito com o critério necessário: a faca começa sempre pelo maior salário e pode trazer mais estrago do que se imagina. Reduzir pessoal em proporção maior que o necessário pode afetar negativamente o negócio e seria o mesmo que “acertar no remédio, mas errar na dosagem”.

Perdas serão inevitáveis, mas podem ser melhor administradas se a reestruturação for feita com cuidado, afinal o capital humano é um bem valioso que precisa ser administrado e preservado.

Então, antes da tesoura, pegue o papel e escreva o planejamento da redução.

  1. Avalie cada colaborador medindo o que ele custa e o que ele traz de retorno para a empresa. Não adianta demitir alguém que custa 2.000 e precisar de dois de 1.000 para fazer o trabalho.
  2. Demissões mal conduzidas criam tumulto. Planeje a saída das pessoas, verificando quem vai realizar a tarefa do que saiu e se há condições e conhecimento dos remanescentes para isso. Aproveite o momento para entender melhor os talentos de quem ficou, dando oportunidade para colaboradores mostrarem suas aptidões em outras funções.
  3. Minimize problemas trabalhistas fazendo desligamentos com a orientação da Contabilidade e de um advogado, se possível. Épocas de dissídio, cargos com estabilidade definida na CLT ou em Convenções Coletivas devem ser observadas sob pena de reversão da demissão ou custos maiores.
  4. Faça a demissão deixando claro o seu motivo, agradeça a permanência do colaborador na empresa e comunique aos demais como deverá ser o andamento do serviço. Lembre-se que cada demissão provoca insegurança nos remanescentes e é melhor colocar as cartas na mesa, falando com clareza sobre os objetivos da empresa, os planos para vencer os dias difíceis, evitando fofocas, boatos e rumores que afetam negativamente o ambiente interno.

Evite que a saída do funcionário traga mais transtornos futuros: agir com delicadeza, oferecer carta de referência, lista de sites de cadastro de currículos, grupo de vagas nas redes sociais são atitudes positivas e relevantes para quem ficará desempregado e fortalece a imagem positiva da empresa.

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E para ter acesso à pesquisa que realizamos sobre as perspectivas dos empresários paranaenses, Clique nesse link. Elas estão disponíveis no portal Oportunidades na Crise, realização do Sebrae/PR.

Até a próxima!

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