6 Comentários


  1. Kenji, nossa conversa foi muito produtiva, mas em seu artigo você esqueceu de mencionar que a busca pela qualidade de vida é uma das principais motivações de um profissional deixar de ser funcionário e se tornar um empreendedor.
    Muitos acham que a ambição em ganhar sempre mais é qualidade de vida, mas qualidade é você conseguir ganhar bem o suficiente para você poder ter tempo para desfrutar de sua família e amigos, até mesmo usufruir de seus ganhos.

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    1. Henrique Kenji Setogutti

      Fala meu querido, tranquilo?!
      Confesso para você que ainda não cheguei nesse estado de espírito hauhauuahahu
      Porém, tenho sentido melhoras depois que comecei a pegar mais leve, aproveitar mais os finais de semana, negar trabalhos que não vinham a ser prioridade naquele momento e etc.

      Realmente não mencionei sobre qualidade de vida, que é uma das coisas mais importantes. Mas esse post foi para os que ainda não se preocupam com ela (ou nem querem se preocupar). Foi mesmo para pessoas que acham “bonito” e sentem “orgulho” deste termo.

      Antes, eu deixava a palavra “Workaholic” presente na minha vida. Hoje, vejo mais desvantagens do que vantagens.

      Abraços.

      *Ps: para quem não percebeu, Raphael Prugner é o amigo que eu tive tal conversa.

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  2. Antonio

    Muito interessante seu artigo. As pessoas podem pensar que isso é vantajoso, mas dependendo do momento isso pode depor contra, inclusive em entrevistas de emprego.

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    1. Henrique Kenji Setogutti

      Cara, isto é um fato.

      Eu sentia muito orgulho de deixar no meu currículo e em todas as mídias sociais esta palavra.
      Tempos atrás, entrevistei uma menina que me disse ser uma Workaholic e falei: cara, não sinta orgulho disso. Ou você acha bonito ficar trabalhando de madruga em vez de se divertir e aproveitar sua família?

      A pessoa ficou sem reação, da mesma forma que fiquei quando falei sobre o assunto com o Prugner (amigo da conversa). Porque nós absorvemos que é bonito trabalhar e se dedicar muito no trabalho, para ser um bom profissional e ganhar bem.

      O que ninguém percebeu é que é possível fazer o mesmo, trabalhando menos e aproveitando a vida. Estranho né?

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  3. Oi, Henrique! Achei seu artigo interessante, mas acho que você não usou a definição correta de Workaholic… Rs!

    Workaholic é quem é viciado em trabalho, e não quem precisa trabalhar mais horas pra produzir um mesmo volume de trabalho. O Workaholic, ao contrário do profissional improdutivo (que é quem você descreveu no artigo), consegue produzir o seu máximo dentro das 8h diárias de trabalho mas, ao contrário das pessoas “normais”, ele encontra uma realização pessoal e um prazer único em trabalhar – e escolhe trabalhar mais porque gosta.

    Eu sei do que estou falando, porque sou workaholic e, sim, tenho orgulho disso. 😉 Inclusive, o nome do departamento de Comunicação da minha empresa, pelo qual sou responsável, é justamente Freelaholic (começou como um grupo de trabalho freelance, virando empresa depois, por isso o nome).

    Pensei em comentar em seu artigo pra apresentar pra você uma nova forma de ver quem é, realmente e pela definição da palavra, workaholic: sentimos como se tivéssemos poderes mágicos. É como se transformássemos o nada em um belo trabalho, abastecido por nossas ideias e conhecimentos técnicos. É quase como lançar um feitiço – e ganhar dinheiro por isso.

    Acaba que, quando a temporada da nossa série favorita acabou e todas as outras estão em hiatus, voltamos até nosso tempo livre para o trabalho e não nos sentimos mais cansados ou menos realizados por isso. Inclusive, não temos toque nenhum (no caso, TOC – transtorno obsessivo compulsivo) de passar a mão na cabeça, mas sim a determinação de entender que estamos em uma fase da nossa vida em que a melhor forma de aproveitar nosso tempo é plantando, para depois colher. E, ao contrário do que foi retratado no post, não nos matamos por conta disso. É apenas uma questão de escolhas… No nosso caso, escolhemos trabalhar hoje, pra colher amanhã, quando nos faltar a energia para trabalhar tanto quanto queremos hoje. E entendemos também que o amor que sentimos hoje pelo nosso trabalho pode mudar amanhã, se nossa profissão (bate na madera) ficar obsoleta ou quando perdermos a jovialidade necessária para trabalhar com agilidade. Então, vale a máxima do “pra que deixar pra amanhã o que podemos – e, talvez, devamos? – fazer hoje?”

    Fica a reflexão, pra mostrar que são dois públicos diferentes: o que ama o que faz, e escolhe fazê-lo porque se realiza dessa forma; e o que trabalha mais por obrigação, para pagar as contas, para obedecer prazos e resolver problemas. O primeiro é o verdadeiro workaholic; o segundo é só estressado mesmo – e a caminho de uma bela síndrome de Burnout 😉

    Abraço!

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    1. Henrique Kenji Setogutti

      Oi Analuísa, tudo bem? =)

      Muito legal seu ponto de vista e concordo com você em separar os dois Workaholics (sim, para mim os dois são, mas estão em uma linha tênue), mas eu expressei no post o meu estilo de ser Workaholic. Ainda sou, mas tento me desapegar da ideia a cada dia. Uma opção minha e uma vontade minha.

      Eu não quero chegar ao nível do comentário acima (priorizar a qualidade de vida), porque também considero qualidade de vida trabalhar com aquilo que ama. Mas a sua descrição de Workaholic achei muito “mundo perfeito com pôneis coloridos”.

      Seria maravilhoso se todo ambiente de trabalho e a gestão com que cada um direciona pensasse da mesma forma. Seria mesmo! Mas não é bem assim que as coisas acontecem. Qualquer um que se considera um viciado em trabalho, já se matou de trabalhar, já virou madrugadas trabalhando, já surtou por stress e deixou sua qualidade de vida de lado. Às vezes, isso é normal, mas sempre não é nenhum um pouco saudável.

      Quando abracei a causa e a palavra, também pensava da mesma forma que você, mas é fácil pecar em muitos lados. O problema que vejo em ser viciado em trabalho é que tudo que é exagero ou fanatismo por uma causa, não faz bem. Mas uma coisa eu confesso: trabalhar com o que ama, é a melhor coisa que existe no mundo. =)

      Agradeço e muito o seu comentário. Fico feliz que no post tenham surgidos dois comentários bem distintos, cada um com a sua opinião e com ótimos argumentos.

      Sucesso a sua empresa e saiba que nós do Sebrae estamos à sua disposição. =D
      Abraços.

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